Geral

Crea-SP apresenta Caderno Técnico sobre Mudanças Climáticas e protagonismo da Engenharia Ambiental

Evento consolidado, conteúdo pertinente e de qualidade e ponto de encontro dos engenheiros do setor. Essa é a síntese do 7º Encontro Paulista de Engenharia Ambiental, um dos principais fóruns de debate técnico e institucional sobre os desafios ambientais contemporâneos, realizado na segunda-feira, dia 26 de janeiro, no Crea-SP da Sede Angélica. Com a presença de profissionais e estudantes que participaram e debateram com especialistas soluções inovadoras em recuperação hídrica, drenagem sustentável, energia a partir de resíduos sólidos urbanos e licenciamento ambiental.

Durante o evento, foi realizado o lançamento do Caderno Técnico sobre Mudanças Climáticas do Crea-SPque representa um marco na atuação da área tecnológica frente a um dos maiores desafios contemporâneos. Elaborado por profissionais da área, o material reúne fundamentos técnicos, referências normativas e experiências práticas que orientam a atuação em temas como soluções baseadas na natureza, florestas urbanas, gestão de riscos de desastres, recursos hídricos, resíduos sólidos e adaptação às mudanças do clima. Mais do que um guia conceitual, o caderno traduz diretrizes globais, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, em ações aplicáveis à realidade dos municípios e dos territórios, reforçando o papel estratégico da Engenharia, da Agronomia e das Geociências na construção de cidades mais resilientes e sustentáveis.

“A Engenharia Ambiental está ligada diretamente à qualidade de vida, e exige muita responsabilidade técnica e ações estruturadas. Quero ressaltar que criamos a Câmara Especializada de Engenharia Ambiental e Sanitária (CEEAS) este ano e também estamos fazendo o lançamento do Caderno Técnico sobre Mudanças Climáticas, que será um instrumento de referência para o setor, para ajudar nesse objetivo”, enumerou a presidente do Conselho, engenheira Lígia Mackey.

Integrantes da CEEAS (Câmara Especializada de Engenharia Ambiental e Sanitária), entre eles o coordenador Eng. Amb. Euzebio Beli (camisa clara); a presidente do Crea-SP, engenheira Lígia Mackey; e Thomaz Toledo, presidente da CETESB

O evento marcou ainda a homenagem aos 10 anos da Associação de Engenharia Ambiental e Sanitária do Estado de São Paulo (AEAESP). Entre os convidados estava a direção da Associação e Thomaz Toledo, presidente da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB).

Abrindo as palestras, o engenheiro ambiental Antônio Iris Mazza, diretor técnico da Eco2Brasil Serviços Ambientais, apresentou o fotobiorreator de fluxo ascendente aberto, batizado de árvore líquida, que utiliza microalgas e cianobactérias em tubos de água para capturar carbono e liberar oxigênio. Solução até 50 vezes mais eficiente que árvores naturais na absorção de CO2, atuando na recuperação de recursos hídricos urbanos. “Não existe um equipamento igual no planeta. Em 90 dias, nossa árvore líquida representou 192 árvores de uma tonelada. E a biomassa das algas gerada pelo processo pode ser convertida em alimento para animais, álcool, diesel ou fertilizante, sem desperdício”, completou.

Palestrantes do evento, com a coordenadora do debate, Eng. Ana Carolina Faria, ao centro

Na mesma linha de melhor gestão da água, a Eng. Amb. e Biol. Juliana Alencar falou do manejo sustentável hidrográfico urbano para tornar as cidades mais resilientes às enchentes. “Defendo soluções técnicas baseadas na natureza, como jardins de chuva, parques lineares e reservatórios multi-serviços. Integrando infraestrutura verde, o melhor caminho, e cinza (de soluções de concreto)”, apontou. Com uma abordagem também sustentável, o Eng. Amb. Leandro Dias, gerente de Operações da BAL CIVAP, tratou sobre a geração de energia a partir de aterros sanitários. “Cada 2 toneladas de RSU (Resíduos Sólidos Urbanos) produzem 1 tonelada de resíduo sólido e 1 MWh de energia. Nosso modelo garante a redução drástica de gases de efeito estufa e abre espaço para a geração de energia a partir do hidrogênio”, explicou.

Por fim, a Eng. Amb. Simone Zambuzi falou de seus 16 anos de experiência em órgãos públicos – atualmente Secretária de Meio Ambiente de Iracemápolis – e destacou os desafios do licenciamento ambiental nos municípios. Falando em serviço público, a servidora da Prefeitura de São Paulo Luana Carvalho avaliou positivamente o Encontro, e enfatizou que o aprendizado vai ajudar em seu trabalho de conclusão do curso técnico de Engenharia, no qual abordará drenagem urbana. “O conteúdo foi excelente, aprendi muito, e conheci o conceito da ‘floresta líquida’, novo para mim”, admitiu.

Eng. Amb. e Sanit. Cristiane Silva

Mais do que aprender, no entanto, é utilizar. Eng. Amb. e Sanit., Cristiane Silva participou on-line do encontro do ano passado, e a experiência mudou sua trajetória profissional. “A partir do evento, me registrei no Crea-SP, fiz cursos com os palestrantes e montei minha consultoria, que tem já 6 meses”, concluiu, entusiasmada com a programação e o conhecimento do evento deste ano.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

× Precisa de ajuda?