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Release institucional — Assinatura do Protocolo de Intenções ABNT–AEAS (dia 17/07/26 às 10h)

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e a Associação de Engenheiros e Arquitetos de Santos (AEAS) assinam Protocolo de Intenções para estabelecer cooperação técnica voltada ao desenvolvimento e ao aprimoramento de normas técnicas de engenharia e arquitetura com enfoque em sustentabilidade, transição energética, resiliência climática e economia circular. A iniciativa tem como eixo estruturante a criação da Câmara Temática ABNT–AEAS sobre Engenharia e Arquitetura Sustentáveis, fórum técnico interinstitucional de caráter consultivo e colaborativo destinado à identificação de temas prioritários, consolidação de estudos, levantamento de boas práticas e elaboração de subsídios técnicos a serem encaminhados às instâncias competentes da ABNT.

A cooperação nasce com a proposta de transformar a Baixada Santista em referência nacional na discussão e na aplicação prática de normas voltadas à sustentabilidade na engenharia e na arquitetura. A parceria reforça que projetar infraestrutura, edificações e empreendimentos sem considerar clima, vulnerabilidades territoriais, eficiência de recursos e resiliência já não responde aos desafios contemporâneos da profissão.

O Protocolo estabelece que a Câmara Temática deverá contribuir para o aprimoramento normativo em temas como descarbonização e eficiência energética em edificações e infraestruturas, economia circular, gestão de resíduos da construção civil, redução de impactos ambientais, adaptação a eventos extremos, infraestrutura verde, ecoengenharia, gestão costeira integrada, dragagem sustentável, infraestrutura aquaviária, certificações ambientais, governança de projetos e monitoramento ambiental ao longo do ciclo de vida das infraestruturas. A proposta é construir referências técnicas cada vez mais aderentes à realidade brasileira, incorporando critérios de sustentabilidade aplicada à engenharia e à arquitetura e aproximando a normalização técnica da prática profissional.

A estratégia de implantação parte da mobilização do acervo técnico, institucional e profissional da Baixada Santista, região reconhecida no Protocolo como território estratégico por concentrar ecossistemas costeiros sensíveis, desafios complexos de adaptação climática e o maior porto da América Latina. Nesse contexto, a AEAS atuará na articulação da comunidade técnica regional, incluindo seus mais de 3.600 associados, além de profissionais, especialistas, empresas, gestores públicos e atores comprometidos com a inovação normativa e a qualificação dos projetos.

O esforço de construção coletiva também dialoga diretamente com o meio acadêmico e científico. Além das universidades locais e centros de pesquisa da Baixada Santista, a iniciativa busca aproximar grandes centros de pesquisa em engenharia do Estado de São Paulo, fortalecendo a produção de evidências, o desenvolvimento de estudos aplicados, a formulação de diagnósticos setoriais e a validação técnico-científica das propostas que poderão subsidiar futuras normas e práticas recomendadas.

Entre os diferenciais da cooperação está a intenção de utilizar a região como laboratório vivo para testar, discutir e validar, em condições reais, soluções normativas aplicáveis a diferentes atividades econômicas e territoriais. Isso inclui desde a construção civil até empreendimentos portuários, infraestrutura urbana, gestão costeira, dragagem ambientalmente responsável e iniciativas relacionadas à economia azul, permitindo que o conhecimento normativo seja confrontado com situações concretas de projeto, execução, operação e monitoramento.

A proposta também traz forte ênfase à adaptação climática desde a etapa de projeto. Assim como um empreendimento demanda projeto arquitetônico, estrutural, hidráulico e outras disciplinas técnicas, a discussão impulsionada pela parceria defende que a dimensão climática e a avaliação de vulnerabilidades territoriais passem a integrar, de forma estruturada, a concepção dos projetos, como elemento essencial de segurança, desempenho, funcionalidade e proteção da vida.

Esse entendimento amplia a reflexão sobre a responsabilidade técnica do engenheiro e do arquiteto diante do contexto atual. A assinatura do Protocolo reforça a necessidade de incorporar, ao processo de projeto e decisão, critérios relacionados à resiliência, ao impacto ambiental, ao desempenho ecológico da infraestrutura, à prevenção de riscos e à proteção do território, superando uma visão limitada ao atendimento imediato de custo e funcionalidade.

No plano institucional, a parceria reúne duas capacidades complementares. A ABNT aporta sua expertise como entidade nacional de normalização, certificação e gestora de um acervo com mais de 9.000 normas técnicas brasileiras, enquanto a AEAS contribui com sua inserção territorial, sua mobilização regional e sua vocação para aproximar profissionais, academia, setor público e setor produtivo em torno de soluções aplicadas.

A perspectiva é que os conhecimentos, estudos, guias, materiais técnicos, debates e projetos-piloto desenvolvidos a partir da Câmara Temática possam, após validação prática e amadurecimento institucional, inspirar novas articulações em escala nacional. O Protocolo já reconhece a importância de observar as competências do sistema CONFEA/CREA e abre caminho para futuras parcerias que ampliem o alcance das discussões, contribuindo para disseminar uma cultura de sustentabilidade, adaptação climática e responsabilidade técnica em todo o país.

Mais do que formalizar uma cooperação entre entidades, a assinatura do Protocolo de Intenções ABNT–AEAS sinaliza uma agenda estratégica: colocar a engenharia e a arquitetura brasileiras no centro da resposta aos desafios climáticos, urbanos, costeiros e infraestruturais do presente e do futuro. Ao transformar conhecimento técnico em referência normativa, e referência normativa em prática validada no território, a iniciativa projeta a Baixada Santista como espaço de liderança nacional na construção de padrões mais seguros, resilientes e sustentáveis para o desenvolvimento brasileiro.

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